Já voei com um Gol pelas ruas de Palmas

No último fim de semana foi disputada mais uma edição da Copa Brasil de Kart. A praça escolhida foi Palmas, capital do Tocantins. Estive lá em 2003 para uma competição. Por culpa do Flávio Quick saímos voando com um golzinho alugado. Lá vamos nós para mais um “Causo do Nei”.

Em 2003 fui para Palmas pelo Allkart para cobrir a Copa Brasil de Kart. Depois de algumas escalas cheguei à capital tocantinense. Desembarquei pela manhã e retirei meu carro em uma locadora (vou omitir o nome para não causar problemas futuros). Era uma cortesia da CBA para o Allkart.net

Fui para a pista e encontrei o Flávio Quick. Depois de algumas voltas na cidade, percebemos que o carro alugado fazia um barulho estranho embaixo. Poderia ser escapamento soltou, ou algo parecido. Decidimos ir até o aeroporto – meio afastado do centro – para trocar de carro. Chegando a locadora fomos avisados que não tinha nenhum carro para trocar. Tudo bem. Não estava atrapalhando. Apenas era chato o barulho.

Eu dirigindo e Flávio Quick ao meu lado retornando para o centro da cidade. Uma avenida/estrada imensa. Estava eu nos meus 110 km, 120 km por hora. Estamos terminando a estrada e tem uma rotatória. Começo a diminuir a velocidade. Foi quando o besta do Quick ao meu lado fez um barulho com a boca imitando um carro em alta velocidade reduzindo: “brummmmm, brummmm, brummm.

Aquele barulho me ‘estigou’ a acelerar mais o carro para reduzir mais próximo da rotatória, reduzindo as marchas. Passo de 4ª para 5ª marcha e aumento a velocidade: 110, 120, 130 km/hora. Quando estou bem próximo a rotatório reduzo para a 4ª marcha para contornar em uma velocidade alta. Mas o motor do golzinho não segurou (acredito que devia ter colocado 3ª para segurar mesmo) e percebi que não ia contornar. Passei reto a rotatória e pulamos a guia. Por sorte a ‘área de escape’ era grande e com um terrão vermelho. O pior não foi pular a guia. Foi pular a guia com o pé no freio. Ou seja, o carro pulou e quando a roda deu na guia, entortou com força alguma coisa. A poeira vermelha abaixou e eu e o Quick descemos do carro. Foi quando olhamos a roda dianteira direita torta. Não a roda, mas o eixo praticamente. E agora? Fudeu?

Não queria acionar a seguradora da locadora porque seria uma facada. ($$$). Falei para o Quick:

– Vamos tentar ir com o carro bem devagar para a cidade e lá levo para arrumar.

Mas o carro não saia do lugar, porque a roda estava pegando na lataria. O Quick pegou a chave de rodas e conseguiu desentortar o suficiente para andarmos. Voltamos para a estrada. Andando a 15 km/hora. Levamos mais de uma hora para andar menos de 3 km. Deixei o Quick no hotel dele e fui para o meu. Lembrava que justamente do lado do hotel havia uma oficina mecânica. Já passava das 18 horas e a oficina estava fechada. Deixei o carro na porta e fui para o meu quarto. Fui para o meu quarto rezar. Rezar para o concerto não ficar caro. Rezar para eu não ter que acionar o seguro. Rezar para a CBA não descobrir que voei com o carro alugado.

Acordo e fui rapidamente para a oficina. Expliquei o que aconteceu e o mecânico colocou o carro no elevador. Subiu! A cena não era das melhores. Eu pouco entendido de carro achei que estava bem perdido. Foi quando o mecânico disse:

– Você teve sorte viu! A pancada entortou apenas a bandeja. Olha só isso aqui. Se este parafuso soltasse, ai o estrago seria grande.

Observo em vejo que o tal parafuso está só com a cabeça segurando um monte de coisa.

Dei sorte. As rezas funcionaram.

O mecânico me perguntou se era para trocar por uma peça nova ou uma remanufaturada.

Heheheh….

Aquela pergunta era poesia para os meus ouvidos. A peça, ‘semi-nova” digamos assim, custava R$ 40,00.

Não tive dúvidas. Mandei trocar e fui para o kartódromo todo feliz. Dias depois, na hora de ir embora e devolver o carro no aeroporto, avisei a locadora que o barulho pelo qual eu reclamei no início da semana não estava fazendo mais. Disse que levei em uma oficina arrumar!

Me agradeceram e certamente pensaram:

–  Ah, que bom seria se todos os clientes fossem assim!

Os nomes das pessoas aqui citadas neste texto são fictícios. Poder ser que a coincidência da vida faça com que eu tenha amigos com estes nomes.

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2 respostas para Já voei com um Gol pelas ruas de Palmas

  1. Alê disse:

    Guia mal pra cacete…

  2. Luis Midon disse:

    AHAHAHAHAAHHA, sensacional. Fiquei imaginando a cena.

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