Um cara de sorte (para não dizer rabudo)

A minha viagem para a fábrica da Lamborghini na Itália, na ultima semana, rendeu boas histórias. Vamos a uma.

Na volta, no aeroporto de Frankfurt, Alemanha, o avião da Luftansa estava com super lotação. Teve gente que ficou mais um dia em troca de alguns (bons) euros, teve gente que vendeu a passagem, gente que estava lá na frente e veio para trás, etc.

Vamos a história do Marcelo.

Estava eu e Rafael Munhoz sentados na nossa querida classe Econômica, quando veio um rapaz. Sentou ao nosso lado. Marcelo. Foi quando começamos a conversar. E ele contou a sua história.

Marcelo, semanas antes deste episódio, fez entrevista para um Banco alemão que tem filial em São Paulo. Fez a entrevista de trabalho e aguardou ser chamado. Ligaram pouco tempo depois o avisando que estava contratado. E que se no dia seguinte poderia ir para Colônia, na Alemanha, para uma reunião anual do banco. Aceitou de bate pronto.

Enquanto ia para o aeroporto, foi assinando o seu contrato de emprego.

Chegou ao balcão da Luftansa em Guarulhos e percebeu que viajaria pela primeira vez na classe Business. Ficou feliz. Poltronas melhores, comida diferenciada, TV individual, comissárias gostosas, sauna, banho de espuma, etc. Foi perguntado se tinha cartão de fidelidade (milhas). Disse que não e aceitou fazer o seu primeiro. A pessoa do check-in disse ao Marcelo para ao final do vôo, que entregasse a proposta do cartão para a comissária para ela entregar no escritório da companhia.

Durante todas às 11 horas de vôo Marcelo foi paparicado. Tratado com um cara endinheirado. Quando chegou a Frankfurt e entregou a sua proposta de cartão para a comissária, ela achou estranho. Já que na sua anotação de bordo, a pessoa ali sentada se tratava de um cliente VIP. Com milhares de milhas no cartão.  Ele não entendeu nada. Entendeu sim porque foi bem paparicado.

Foi para o Hotel em Colônia onde encontraria seu chefe. Chegando lá, foi obrigado a ir para outro quarto, já que o hotel estava com overbook (lotado). Foi para uma baita suíte. Seu quarto era três vezes maior que o quartinho chumbrega do seu chefe. Ficou bonitão no hotel.

Duas semanas. Com tudo pago.

Chegou a hora da volta. Seu chefe tinha o vôo marcado para sábado. Ligou na companhia e pediu para trocar para a sexta-feira. Ok. Porem ele não iria mais de Business, só de econômica. Ok. O chefe queria voltar logo ao Brasil.

Marcelo foi para o aeroporto na sexta-feira, dia do seu vôo. Dia do meu vôo também. Chegando lá problema de overbook (de novo). Chamaram no som do terminal quem tinha passagem Business. Caso do Marcelo. Foi lá e conversou. Aceitou a proposta.

Recebeu um voucher de 1.500 euros para deixar a Business e voltar de econômica.

Resumindo: foi contratado por um banco alemão; viajou no dia seguinte para a Alemanha, viajou de Business e foi tratado com VIP; ficou na suíte do hotel por duas semanas; recebeu 1500 euros para trocar de lugar no avião da volta.

Para fechar esta incrível história de muita sorte, faltou vir sentado ao lado da Deborah Secco no avião.

Mas…

O azar apareceu pela primeira vez nas ultimas semanas e Marcelo veio ao lado do Rafael Munhoz roncando como uma Lamborghini, com pizza debaixo dos braços, meia furada e chulé.

É amigo. Sorte não dura para sempre!

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2 respostas para Um cara de sorte (para não dizer rabudo)

  1. hahaha… muito boa historia!

  2. Marcelo (o da história) disse:

    Nei! Obrigado pela homenagem!! 🙂
    Demos muitas risadas no avião!

    Agora falta me convidar para dar uma voltinha em qualquer lambo na Av. Europa nem que seja para encher o pneu!

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